Medicina da Dor - CMB

Medicina da Dor

Já ouviu falar sobre A Medicina da Dor?

Uma grande parcela da população brasileira já sentiu em algum momento da vida pelo menos um episódio de dor, o que poucos sabem, é que existe uma área médica que ainda é pouco conhecida, a Medicina da Dor. A Medicina da Dor é uma especialidade relativamente recente, foi oficializada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2011. Na maioria das vezes, os médicos que acompanham os pacientes com dor crônica são reumatologistas, ortopedistas, neurologistas, neurocirurgiões entre outras especialidades. Diante dos avanços da medicina, da maior longevidade com aumento da incidência dos casos de dor e da complexidade do entendimento da dor, torna-se cada vez mais necessário um médico que seja especialista no assunto. A dor pode ser dividida em aguda e crônica levando-se em consideração a cronologia. A dor aguda é biologicamente benéfica, é aquela que nos avisa que algo está errado e nos leva à procura por tratamento. Na maioria das vezes tende a ser limitada e curável. A dor crônica refere-se aquela que persiste por mais de 3 meses. Estima-se que a prevalência de dor crônica no Brasil é cerca de 30%. Diferentemente da dor aguda que serve como alerta, que tem uma função biológica, a dor crônica não possui essa função e a persistência dela faz com que haja o desenvolvimento de outros problemas, como ansiedade, depressão, alterações do sono, medo, problemas nutricionais, dependência de medicamentos e até suicídio são alguma das complicações frequentemente vistas.

Como funciona o tratamento da dor?

Estudos demonstram alterações neuroplásticas no cérebro de indivíduos com dor crônica, a sensibilização central faz com que a dor persista mesmo após o estímulo doloroso não estar mais presente, também ocorre que esses indivíduos passam a interpretar de maneira diferente o estímulo, é como se sentissem mais dor diante de uma situação que não causa dor num indivíduo sem dor crônica. A medicina da dor tem como objetivo reduzir e controlar a dor, ajudando o paciente melhorar sua funcionalidade com melhora da qualidade de vida. O tratamento sempre deve ser multidisciplinar, englobando o profissional de fisioterapia, psicologia, nutricionista dentre outros. O tratamento pode ser medicamentoso, sempre associado ao tratamento não medicamentoso que inclui, dentre outras, prática regular de atividade física, acupuntura, terapia cognitivo comportamental, fisioterapia. Quando o tratamento medicamentoso falha, ou em alguns casos como primeira escolha temos o que chamamos de medicina intervencionista da dor, que engloba uma variedade de procedimentos, popularmente conhecido por bloqueios. Os bloqueios de uma maneira geral visam interromper estimulo doloroso de uma região, diminuindo ou ate mesmo eliminando a dor por completo. Existe uma variedade de bloqueios que podem ser realizados e serão escolhidos baseados na individualidade de cada paciente.

Algumas técnicas incluem injeção de anestésico local associado a medicamentos em um alvo que pode ser músculos, nervos, articulações em uma determinada aérea específica (ombro, joelho, quadril, coluna). Além disso, pôde-se usar toxina botulínica, radiofrequência de determinados nervos que visam modular ou mesmo queimá-los. Existem ainda bombas de medicamentos que podem ser implantadas, dentre muitos outros procedimentos existentes. As doenças que podem ser tratadas incluem cefaleias, dores na coluna, artroses em geral, tendinopatias, bursites, dores no câncer, fibromialgia, dores persistentes pós-operatórias. O mais importante é saber que a dor tem tratamento, o profissional especialista em dor está capacitado para atender e tomar a melhor conduta para cada paciente.